sábado, 26 de novembro de 2016

Starboy: Primeiras Impressões


Primeiramente preciso pedir desculpas a todos os leitores pelo meu nível de pobreza que não permitiu fazer uma conta Premium no Spotify. Eu estava um pouco ansioso, além do limite da lei de direitos autorais e, vergonhosamente, tentei baixar esse álbum gratuitamente por aí. Até que o governo americano me mandou uma mensagenzinha dizendo que rastrearia  meu celular em razão das minhas buscas desesperadas pelo álbum.

Eu quase respondi para eles que era só um teste que eu estava fazendo para ver se a lei de direitos autorais funciona de com força aqui mesmo (vai que cola). O resultado disso foi uma espera de  30 minutos de propagandas do Spotify, mais 20 min de músicas sugeridas e não pude ouvir o álbum na ordem escolhida pelo cantor.

Mas o resultado foi interessante. A primeira música que eu ouvi foi “All I know “. Eu fiquei refletindo que se o Michael Jackson tivesse gravado um trap  soaria bem daquele jeito. E essa é umas das coisas que me  agradam muito no The Weekend desde quando eu ainda o conhecia como the little light fazendo parcerias. E claro que trap e Future se confundem. Logo depois eu ouvi Sidewalks”  e percebi porque eles let it shine. Veio aquele pensamento #minhapreferida do álbum. E eu ainda não tinha percebido que ela contava com o feat do Kendrick Lamar. Quando ouvi o rap então … #melhorfaixa

Mas o interessante do álbum na verdade é que ainda não consegui descobrir qual é a melhor faixa. O álbum é muito bem produzido. Uma ótima combinação de eletrônico com instrumentos e vozes reais que podem aparecer robotizados em horas oportunas. Consegui ouvir guitarras, contrabaixos e muitos sintetizadores. Não ouvi muitos metais, acho que foi um ponto não explorado pela produção. Os metais auxiliam muito bem a criar o ambiente musical que o álbum pretende.

A semelhança do timbre do The Weekend em certas regiões com o timbre do King of Pop não é a única coisa que nos faz lembrar de Michael no álbum. Tem bastante similaridade na produção do som e instrumental de certas canções que é parecem inspiradas propositalmente no estilo do artista como Rockin”  e Secreets”. As participações são interessantes, mesmo quando irrelevantes como a de Lana Del Rey.

O álbum tem um conteúdo sonoro bem pop, tem muito potencial de venda (e vai vender lógico porque o The Weekend já se tornou um Starboy) mas talvez o álbum não tenha vindo em bom momento dentro do cenário do Urban Contemporary/ R&B e Hip Hop. Esse foi um ano de trabalhos divisores de águas na carreiras de muitos artistas nesses ramos. Trabalhos com grandes mensagens de  ativismo político e social e com grande consciência sobre a realidade de minorias aqui nos Estados Unidos tais como Lemonade, The Coloring Book, A Seat at the Table, Blonde e Here. Outros trabalhos sem proposta ativista mas com conteúdos musicais extremamente inovadores  também foram lançados como The Life of Pablo e 24K Magic. A eleição de Donald Trump colocou mais lenha nessa fogueira.

Esse ainda não é um trabalho divisor de águas na carreira de The Weekend e nem é esperado que seja, afinal é seu terceiro álbum. E talvez por isso o álbum não vá tão bem nas premiações (o que não parece ser uma preocupação para a equipe do cantor, a julgar pela data de lançamento bem posterior aos prazos do Grammy).

Minhas sugestões de músicas são Attention, Sidewalks, True Colors, Die For You e All I Know. São minhas preferidas do álbum. E as suas? Escute o álbum e deixe suas sugestões ai though. Shout out y’all.


Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário

Estamos ansiosos para ler seu comentário. Entretanto, tenha em mente que todos os comentários são manualmente moderados por nossos revisores de acordo com a nossa política de comentários.