Arquivo de fevereiro de 2010

Bic por Bic

Sou um grande entusiasta da tecnologia mas sinceramente tenho certa dificuldade em me adaptar a todas suas possibilidades.

Recentemente, após relutar por anos, resolvi adquirir uma tablet. Depois de muito pesquisar encontrei a minha máquina. Aquela que substituiria a lapiseira Pentel 0,5, a caneta Render e o conjunto de aquarela da Staedtler: a magnífica tablet Intuos 4 da Wacom.

Ainda não sou um mestre da ferramenta. Longe disso, até o momento a minha tablet não passa de um belo mouse pad. Contudo, fico pensando um pouco no que ficou para trás. Será que a nova geração de artistas gráficos, tão integrada ao mundo digital, terá a oportunidade de rabiscar alguns traços no papel? Será que os verbos apontar, apagar e esboçar perderão suas funções gramaticais originais e serão substituídos por  estéreis teclas de atalhos? Será que uma obra desenvolvida apenas com caneta esferográfica nos causará ainda mais espanto do que já nos causa hoje? A arte será um dia imposta pela técnica?

Trabalhos como este comprovam que a técnica não é circunstancial, o talento sim.


Tietagem mercadológica

Todo publicitário – desde o maluco da Criação até o tiozão do Atendimento, passando pela moçinha da Mídia – tem uma agência preferida. E quando falo de agência preferida não me refiro àquela que o sujeito fica no batente diariamente, não. Trata-se das grandes agências, especialmente de São Paulo, detentoras de contas colossais e que por uma série de fatores – favoráveis, é claro – criam vez ou outra aquelas campanhas geniais, memoráveis, que a gente fica boquiaberto, perguntando-se “porque EU não tive essa idéia?”.

Pois bem, a minha Penélope Cruz das agências é a AlmapBBDO. Liderada pelo publicitário e colunável Marcello Serpa, a Almap é – pelo menos na minha opinião – a agência mais criativa do Brasil. E não digo isso só porque todo ano ela figura no topo do ranking das agências mais premiadas do mundo. Tudo isso é besteira. Gosto da Almap pelo fato de ela conseguir combinar o irreverente com o clássico, o simples com o sofisticado, o pertinente com o fútil. Talvez seja isso. Ou talvez não, sei lá. Até porque quando o assunto é Almap, a gente sempre é surpreendido novamente, e novamente, e novamente.

Fiquem, portanto, com alguns dos meus filmes prediletos.

 

 


Vida em Agência IV

Vida em Agência é uma série de ilustrações diárias sobre o cotidiano dentro de uma agência.

Criadas pelo Rodrigo Ascenção da Com Mágica, elas são postadas semanalmente no blog da Alept.


Nike – Velha e boa mandinga

Como a maioria, você pode se encaixar nas pessoas que não gostararam do uniforme reserva da seleção brasileira, para defender o layout, em criação para a Nike, a F/Nazca criou  um curta só pra o uniforme.

No desenrolar do filme, é contada a história da camisa azul e os momentos vividos pela seleção usando o uniforme. Os jogadores  Maicon, Luis Fabiano e Robinho estrelam o curta, e contam que além da habilidade e treino precisa-se da velha e boa mandinga.


Campanha do cacete

Em uma de minhas incursões por um blog gringo, encontrei essa campanha criada para a marca de camisinhas Durex. Com ilustração assinada pelo designer alemão Andrej Krahne, os anúncios deixam a dúvida no ar – se podem ser classificados como all type (apenas texto) ou não – , entretanto, a provocação fica por conta das palavras que compõem as imagens dos corpos. É ou não é do cacete?

Se quiser ver o negócio crescer e ficar grande, passe a mão nas imagens. Ou melhor, clique sobre elas.

 


Rembrandt, Renoir e Van Gogh em nova campanha do MASP

 

 

Obras de Rembrandt, Renoir e Van Gogh estão nova campanha institucional do MASP criada pela DM9DDB. Os textos circundam os olhos das obras e contam sua trajetória, desde a concepção até a chegada ao Museu.


Vida em Agência III

Vida em Agência é uma série de ilustrações diárias sobre o cotidiano dentro de uma agência.

Criadas pelo Rodrigo Ascenção da Com Mágica, elas são postadas semanalmente no blog da Alept.


A Goooooooooooogle continua crescendo

Uma das maiores e mais poderosas empresas do mundo continua impressionando. Já não basta seu incrível poder sobre o universo on-line com ferramentas diversificadas e domínio de informações, a Google conseguiu junto a Comissão Reguladora de Energia Federal (Ferc, na sigla em inglês) dos Estados Unidos autorização para comprar e vender eletricidade. Isso pode significar muitas coisas à longo prazo, como por exemplo a empresa produzir inicialmente sua própria eletricidade.

Para ler a matéria na integra (Folha Online) clique aqui.


Existe lucro ruim?

A princípio, a primeira resposta que nos vem à mente para esta pergunta seria “não, não existe lucro ruim”. Todo e qualquer lucro é positivo e bem-vindo para qualquer firma, pois só tem a acrescentar a seu faturamento.

A questão é que, se focarmos no longo prazo, isso nem sempre é verdade.

Existem os clientes promotores, que são aqueles que estão satisfeitos com os serviços e produtos que você oferece e fazem questão de promovê-los para seus amigos. São os clientes leais, que possuem um vínculo de fidelidade com a sua marca, e que só tem a acrescentar a você e a seu negócio, tanto no curto como no longo prazo. Estes clientes é que geram o lucro “bom”, ou seja, um lucro positivo, que só tem a acrescentar à sua marca.

Apesar de muitas empresas acabarem deixando estes clientes de lado, por considerar que são clientes “já ganhos”, é fundamental priorizar o relacionamento com estas pessoas, de forma a garantir que a percepção positiva que eles fazem da marca seja mantida e até melhorada.

Por outro lado, alguns clientes acabam, sim, gerando um lucro “ruim” para a empresa. É o caso do cliente detrator, aquele que compra seus produtos, mas que não perde a oportunidade de denegrir a imagem da sua empresa perante os conhecidos. Num longo prazo, eles acabam gerando prejuízos para a sua empresa.

No caso dos clientes detratores pouco rentáveis, não faz sentido continuar tendo-os como clientes. Uma solução viável e que faria bem para a sua imagem, seria encaminhá-los a outro fornecedor, com um perfil mais adequado ao que ele espera de uma empresa do seu segmento.

Mas, de acordo com o princípio de Pareto, 80% do seu rendimento é proveniente de 20% de seus clientes. E pode acontecer de entre estes 20% de clientes extremamente rentáveis haver um cliente detrator. E o que você deveria fazer num caso como este?  Com certeza, seria tomar estes clientes como segunda prioridade, logo atrás dos promotores. A sua missão é a de conseguir reverter sua imagem perante estas pessoas, buscando atender a seus desejos e necessidades.


Vida em Agência II

Vida em Agência é uma série de ilustrações diárias sobre o cotidiano dentro de uma agência.

Criadas pelo Rodrigo Ascenção da Com Mágica, elas são postadas semanalmente no blog da Alept.