Arquivo de 1 de fevereiro de 2010

Comunica(intera)ção

Não precisamos ir tão longe para perceber que a palavra comunicação se fundiu com interação. Vamos exemplificar este assunto com duas grandes empresas que já utilizam dessa “ferramenta” para atingir seu consumidor final.

A Google (responsável por uma das maiores redes sociais do planeta) iniciou uma série de alterações em seu Orkut. Dentre elas, a de maior sucesso é conhecida como “Fazenda Feliz”. Nela, o usuário é responsável pela administração de uma fazenda em miniatura, o que demanda tempo em frente à tela. Todo cuidado é pouco para não deixar que as coisas saiam da linha no seu mini agronegócio.

Porém a verdadeira intenção da Google em implantar tal ferramenta e manter o “player” em frente à sua tela é percebida nas propagandas que cada um dos usuários encontra durante os inúmeros clicks até chegar ao seu destino final, o game.

Mais um grande exemplo é a gigante japonesa Sony, com seu video game Playstation 3 e a ferramenta PS Home (Playstation Home). Este software é baixado gratuitamente e o usuário penetra em um mundo virtual. Após essa etapa, ele cria seu avatar e consegue conquistar riquezas, interagir com pessoas do mundo todo, ir a uma boate, assistir filmes em um cinema, namorar, brigar e criar diferenciadas formas de relacionamento.

Toda essa malha de interação tem uma intenção bem definida pela Sony: este mundo virtual “metralha” o usuário com publicidade, como cartazes virtuais, cidades temáticas (exemplificando a Ilha Red Bull), trailer de filmes, roupas de marcas famosas, mini-games com base em empresas e uma infinidade de propaganda virtual.

Veja abaixo um pequeno vídeo com imagens da Playstation Home:


Se fossemos médicos ou advogados tudo seria mais fácil

Tem um negócio nessa profissão que é difícil mesmo. Não pense que se trata dos prazos malucos impostos pelo Atendimento ou até os horários alternativos de trabalho, muito menos quando o cliente mais exigente não aprova um anúncio nem mesmo pela milionésima vez.

Faz pouco tempo que trabalho em publicidade, porém, já pude perceber o quão difícil é explicar para as pessoas o que realmente eu faço. Toda vez que alguém cisma de perguntar como ganho minha grana é sempre a mesma coisa. E o pior: tudo acontece naquelas benditas reuniões de família. Haja saco!

- Ô, legal, hein!Você trabalha em propaganda, né? Em que área?

- Ah! Eu trabalho na criação, sou redator!

- Você cria os anúncios e tal?

- É isso aí! Eu e o diretor de arte.

- Ah, entendi! Você cria o anúncio junto com o seu chefe?

- Não, não, com o diretor de arte. É que eu sou redator e na criação as pessoas trabalham em duplas: um redator e um diretor de arte.

- Mas você não é diretor?

- Não, eu sou redator, mas o diretor de arte também não é diretor. O único diretor é o diretor de criação.

- Pêra aí, o diretor de arte não é diretor?

- Não, o diretor de arte é igual ao redator.

- Mas qual a diferença?

- Eu escrevo e ele é responsável pela imagem.

- Mas num comercial de televisão, por exemplo, só tem imagem!

- Mas o que os atores falam é um texto e geralmente quem escreve o texto é o redator.

- Como assim, geralmente?

- É que de vez em quando eu posso pensar na imagem e o diretor de arte no texto.

- O seu chefe?

- Não, o meu chefe é o diretor de criação.

- E quando é que você vai virar diretor?

- Sei lá, eu posso ser redator a vida inteira.

- Mas você não quer subir?

- Lógico que eu quero.

- Mas e você não for diretor, você vai ganhar sempre a mesma coisa.

- Não, existem redatores experientes e muito bons que ganham muito bem, mas não são diretores.

- Difícil, hein?

Adaptação do texto original de José Pedrebon, retirado de seu livro “Curso de Propaganda: do anúncio à Comunicação Integrada”.


A eficiência do call center

callcenter

Call Center, ou centro de atendimento, é o termo que engloba o local em que se concentra todo o atendimento telefônico prestado por uma empresa como forma de estabelecer um relacionamento mais próximo com sua base de clientes, prospects e até mesmo de ex-clientes. De acordo com sua estrutura pode concentrar ações de telemarketing, suporte, SAC, vendas, pesquisa, entre outras.

A questão é que boa parte dos profissionais de marketing não vêem com bons olhos os serviços de Call Center. Por isso, resolvi escrever este post, para que possamos discutir a eficiência deste tipo de ferramenta para uma empresa, em especial as grandes corporações.

Se tomarmos o setor de telefonia celular como exemplo, num país como o Brasil, com 174 milhões de celulares ativos, temos quase 1 linha por habitante. Que outro meio permitiria às operadoras de telefonia móvel estabelecer um relacionamento mais próximo com seus clientes?

É claro que outras ferramentas poderiam otimizar este contato, como os websites, chats, mala-direta etc. Mas não existe outro canal de relacionamento que permitiria ao cliente entrar em contato com uma empresa de forma tão eficaz como por meio do telefone. Com certeza, este ainda é o meio mais democrático e barato para se estabelecer um diálogo com um grande número de pessoas, principalmente quando o cliente tem perfis tão diversificados.

Num futuro não muito distante, a tendência é que a Internet passe a ter a mesma importância e até mesmo, segundo especialistas, ultrapasse o telefone em número de usuários. Quando isso acontecer, possivelmente o telefone deixará de ter a mesma importância que tem atualmente para as empresas. Ainda mais se levarmos em conta que a Internet pode ser um meio ainda mais barato de relacionamento.

Apesar de ser fundamental, os Call Centers ainda têm muito a melhorar. A ferramenta em si é importantíssima, mas as empresas precisam pensar melhor a forma de lidar com ela.  Mais que rever a infra-estrutura e tecnologia utilizadas, é preciso possibilitar aos atendentes melhor capacitação, com treinamentos adequados. Porque quando falamos de relacionamento, o mais importante são as pessoas. O ideal seria que um dia ligássemos para um SAC e que o atendente falasse como gente e não como máquina.


Arte e Propaganda

A campanha veiculada no final do ano passado para divulgação do portal AE Investimentos expõe a sintonia certa entre um conceito criativo, o requinte de uma bela direção de arte e, sobretudo, o talento de um dos melhores ilustradores nacionais da atualidade, Tiago Hoisel.

Inspirado pelos criativos da Leo Burnett, Hoisel transfere seu traço caricato à obra de Salvador Dalí. O interessante é lembrar que o próprio Dalí fez algo semelhante com o pintor Diego Velázquez ao recriar uma das principais obras de artista: Retrato do anão Sebastião de Morra.

A vida imita a arte. A propaganda também.


O Corvo está de volta

Com objetivo de reunir clientes, fornecedores, profissionais de comunicação, universitários e apaixonados por propaganda para a troca de experiências, a Odyn Comunicação acaba de relançar o blog O Corvo. E não poderia haver data melhor que esta: o Dia do Publicitário.

A partir de hoje, a atualização será diária, de segunda a sexta-feira. Os posts serão escritos pelos membros do departamento de Criação da agência. A cada novo post, é possível conferir curiosidades, dicas de sites e novidades sobre o meio, além de todo e qualquer conteúdo que envolva o processo criativo. Não deixe de acessar e saber tudo o que rola no mercado publicitário.

A agência também aproveita a data para colocar no ar diversas ferramentas web 2.0 para aproximar-se ainda mais de seus diversos públicos: Twitter, Issu, You Tube e Flickr. Clique sobre os links e confira.