
Há pouco mais de um mês, acabei de ler o livro “Privatização da cultura”, escrito pela taiwanesa Chin-Tao Wu, da Universidade College de Londres. A obra aborda o chamado “marketing cultural”, especialmente quando utilizado por bancos e empresas de cartão de crédito.
A verdade é que não conheço nenhuma instituição bancária que não tenha transformado a cultura num grande negócio. Mas este artigo não é uma crítica. Quando existe uma troca, ou seja, a promoção da empresa e, ao mesmo tempo, a valorização da arte, a atividade é válida e tende a beneficiar os dois lados.
Nesse contexto, aproveito para escrever sobre a Mostra Instrumental das Américas, promovida pelo Centro Cultural do Banco do Brasil. A atividade faz parte de uma série de eventos culturais promovidos pelo BB. O evento é realizado no Teatro do Centro Cultural de São Paulo, sempre às terças-feiras, em dois horários: às 13 e 19h. As apresentações se estendem até o dia 28 de agosto e os preços dos ingressos variam de R$3 a R$6.
Mesmo que a intenção do banco seja a de agregar valor à marca e associá-la à cultura e, de certa forma, à responsabilidade social, o evento acrescenta algo ao público. E não é apenas uma exposição voltada para um público seleto, já que os preços poupulares tornam possível o acesso de músicos e apreciadores das mais diversas classes sociais.
A Mostra reúne grandes artistas da música instrumental americana como os brasileiros Marcos Suzano e Paulo Moura e Cliff Korman, dos EUA. São atrações que vão desde as músicas tradicionais às de concerto e experimentais e que trazem ao público a diversidade de estilos como a salsa, jazz, tango, choro e outros gêneros musicais que retratam de diferentes formas as manifestações culturais do continente.
Mais informações sobre a Mostra podem ser adquiridas pelo website http://www.bb.com.br/ .
Muito bom, é possível deixar de lado sim a idéia de promoção da instituição quando há (e nesse caso é bem notável e importante) interesse em acrescentar algo nas pessoas.
É como você disse, os dois lados ganham, mas no meu ponto de vista, as pessoas ganham ainda mais, já que cultura e conhecimento não tem preço.
Beijos Mari.